

Tentei fugir de algo que sempre busquei, caminhei apostando achar a cópia fiel. Os pés foram ficando feridos e a moça infeliz. Foi possível perceber que conseguia viver só, mas, faltava algo. Faltava o coração.
Perambulei durante um tempo, sem rumo, sem dono. Fui tão distante, fui ao extremo e quando pensei em renunciar lembrei-me que deixei pegadas possíveis de retornar. E foi isso que fiz. Aí, aqueles pés moribundos, agonizantes, se renderam. E voltei! Mesmo cansados foi possível um reencontro.
Decidi não mais lutar contra o seguro, contra o protegido, contra o verdadeiro. De fato não foi fácil voltar, mas de fato foi fácil aceitar. Foi fácil entender, foi fácil dividir e foi fácil querer.
No caminho de ida vi o novo. Foi saboroso. Mas passageiro. E logo enjoei. Pois o novo era só novo. Não tinha a magia do antigo, do conhecido. Era só aquilo, depois de desvendar queria voltar para casa, para o ninho, para o aconchego, para aquilo que sempre foi real.
No caminho de volta vi minha história e como fui feliz! Vi o quão é forte, por suportar meus altos e baixos, por nunca desistir de mim, de nós. Por entender minhas perdas, minhas dores e me dá o colo que tanto necessito. Tive vontade de viver tudo de novo, sem medo de pertencer, sem medo de ser de alguém, sem medo de ser, sem medo.
Voltei por mim, voltei por nós.