Vinha hoje dirigindo, na rádio Nora Jones cantando Chasing Pirates lembrei-me de uma cena. Chorei. Eduardo no altar sendo batizado e recebendo a benção. No rosto, um sorriso puro, que sugere a magnitude dessa idade. Camila também se emocionou.
Passando pela praia de Camburi, pensava no dia de amanhã. Ficará noiva. E é de alguém que comprou briga com a doença e consegue amá-la pelo simples fato de se-la. Chorei de novo.
Parada no sinal, do lado o Boulevard da Praia, senti um contentamento ao refletir naqueles especiais que ao me ver dizem “Boa Tarde Tia Fernanda”. Chorei mais uma vez.
Virando a curva para entrar na Avenida Marechal Campos, pensei como gosto de voltar pra casa depois de um dia fatigante de trabalho. Sorri.
Entrando no Bairro de Lourdes não via hora de chegar e comer o pão quentinho trazido pelo meu pai. Sorri alegremente.
Ao chegar à rua me deparei com minha casa e ao ver a luz do quarto dela acesa, não me contive. Ri demoradamente.
Subi as escadas num só galope e no último degrau ao abrir a porta um sentimento tomou conta de mim e definitivamente percebi que a busca incessante pela tal felicidade tinha se acabado. Entendi que essa tal felicidade antes de morar ali, aqui ou acolá precisa morar dentro de mim. Agora, ela tem residência fixa.
Tanque de decantação
Há 6 anos