domingo, 31 de outubro de 2010

A história de uma escolha



Convicta fui hoje votar. Entendo que vai muito além de um dever cívico. Entendo como uma verdade única. Entendo como desejo de não se abster da importância que temos na escolha daquele que presidirá por nós. É uma sensação que cultivo desde os meus dezesseis, vou emocionada. Na verdade me emociono com eleições. É assim desde menina. Nos tempos que ouvia sobre o Leonel, depois ativamente com o Lula lá e na escolha atual. Interesso-me pela corrente do saber. Daqueles que detêm a informação, seja ela porque viveu ou apenas leu em algum lugar. Confesso que pouco sei sobre a história, os movimentos da época, lutas sindicais. Confesso que pouco sei sobre os grandes feitos do passado. Mas afirmo que não me julgo alienada perante o "metiê" atual. Tenho sim um fato concreto. Passiveis de reforma? Sempre. Sou mutável. Mutante. Mudo. Tenho mudado. Vejo-me mulher. Sinto-me assim. É uma sensação indescritível. Aprendida com a doença. Com Camila. Mamãe. Meu pai. Pacientes. Família.
Comecei falando da política, pois isso que sinto quando vou as urnas, não é uma felicidade efêmera, me sinto convencida. Tenho certeza. Razão. São minhas escolhas. Escolho hoje viver menos raivosa. Menos ansiosa. Menos pitiática. Escolho hoje viver em harmonia. Escolho. Que beleza é a democracia de escolher. Escolher o que quero para mim e meu país. Comprometo-me viver essa sensação eternamente. Nunca esquecida. Nunca obsoleta. Viver acreditando. Viver na busca pela esperança. Onde almejo paz interna. Paz para o meu país. Acreditando num mundo justo, mais igualitário. Acreditando sempre naquilo que pleiteio. Hoje, acreditando nela.

Minha singela homenagem aos verdadeiros líderes desse país. Viva!
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