Mamãe cantarolava essa música despretensiosamente, porém no fundo era sim para os seus três filhos. Ainda ouço-a cantar pela casa, um canto sereno juntamente como regava as plantas e como ao final da vida murmurava palavras doces de despedida. Hoje sou eu que canto a mesma canção pra ela “ ... agora era fatal que o faz de conta terminasse assim, pra lá deste quintal era uma noite que não tem mais fim, pois você sumiu no mundo sem me avisar e agora eu era um louco a perguntar, o que é que a vida vai fazer de mim?” Fez!
Tanque de decantação
Há 6 anos
Fernanda,
ResponderExcluirMinha música durante o perrengue com o câncer era de Ney Matogrosso - Poema: "Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás". Todas as vezes que me sentia mal e queria um colo eu a ouvia e me sentia forte novamente. Fique com Deus.
PS: um pedido....posso publicar seu último post para falar de hereditariedade? Abraço carinhoso. Marina
Como essa música me remete a minha infância...no meu caso era o meu pai, sempre ouvindo e cantando Chico. Ah, como essa música marcou!
ResponderExcluirPapaula
Fez!!!
ResponderExcluirA princípio duas meninas melancólicas, tristes, saudosas e carentes. Posteriormente duas mulheres fortes, maduras, marcadas, e que continuam saudosas. Daqui para a frente, saudosas....e espero que muito, muito felizes.